terça-feira, outubro 29, 2013

Castelo de areia e a máquina do tempo (ensaio)

Era o final do último solstício. O construtor de castelos de areia tinha acabado de fazer sua obra mais bonita. E como era imensa! Muitos cômodos... muitos aposentos... muita vida e espaço... E ele gostou tanto que decidiu morar nesse castelo mesmo sem se importar com a proximidade da beira e com iminente subida da maré.

Eis que, numa das suas caminhadas matinais ele tropeçou em algo metálico na areia e começou a cavar... cavar... cavar... no fim, descobriu que tinha encontrado uma máquina do tempo! Ficou muito feliz com o achado e carregou para o castelo.

Lá chegando, foi logo tratando de ligar a máquina para saber o resultado do seu maior medo: Abandonar sua obra-prima, o castelo mais bonito que já existiu ou tentar de todos os modos construir desvios, muros, buracos para impedir que a maré destrua esse seu bem precioso...

E agora?! o que fazer...

E pra responder a essa pergunta ele entrou na máquina do tempo e ajustou para dali há uns anos para ver o que restaria do castelo se ele decidisse ficar ou como ele viveria se decidisse se mudar...

1...2...3... e ele apertou e apertou bem os olhos. quando abriu... ainda estava no mesmo lugar... e percebeu que a máquina não funcionava...

"E se eu fosse o primeiro a voltar 
Pra mudar o que eu fiz, 
Quem então agora eu seria?"