segunda-feira, agosto 30, 2010

Simpatria

E nesse estado de estado independente
Convivem emoções diversas
Por vezes em lenidade... vez por outra em total apoplexia.
E como tudo que é diverso
que verseia em prosa
que proseia em verso
De certo com total autoridade não-totalitária
medica os ânimos exaltados
anima os enfermos das batalhas
levanta e estima da diversidade
que em moção desses ventos sazonais
em monções que choram vorazes
que rapassem os terrenos pisados e marcados
por tantos sentimentos em antítese sem antífrases
sem autonomásias em perífrases
sem alegorias ou eufemismos
mas completamente em oximoro
até que exista a paz ou a morte de um dos lados
nessa caótica simpatria.

sexta-feira, agosto 27, 2010

Todo mundo, mundo todo...

Aquele momento em que as pupilas deixam de se cruzar é como uma pausa andante, amável e elegante, com seis compassos em que o mundo todo fica em suspensão. Um hiato.

Um... dois... três... quatro... o ar foge do pulmão e o entorno todo se escurece
Um... dois... três... quatro... os sons de todo mundo emudecem
Um... dois... três... quatro... a angústia e ansiedade consomem cada pulso
Um... dois... três... quatro... a contração que antecede o abrir de pálpebras
Um... dois... três... quatro... e é como se o mundo inteiro parasse só pra ver os olhos abrindo
Um... dois... três... quatro... e tudo volta a ter a sua cor e sons só das pupilas se reencontrarem

terça-feira, agosto 24, 2010

tal como areia

Ao mar e ao céu
Esse estranho tisne
Do que é marel

Tal qual a dor
como um cisne
sendo borregador

Amar é o céu
Esse estranho cisne

E como areia
não pode ser livre
não pode ser apertado
tem que ser meio-tapado
protegido.

Amar é o tisne
esse estranho céu.