segunda-feira, abril 19, 2010

Os olhos, às vezes, deviam se calar



Tenho certa fascinação por olhos e mais ainda por olhares. Mas só dos mais expressivos. Que conseguem prender minha atenção e despertar um impulso quase involuntário de mergulhar dentro deles. A cor e forma não me importam muito, mas sua profundidade e quando consigo me ver espelhado neles, quando olham nos meus, quando me olho neles.

Sei que não sou o primeiro nem o último a dizer que os olhos muito falam e muito mostram. Vou ser mais um a declarar fascinação por olhares profundos e misteriosos, olhares que travam e me seguram pelo tendão de aquiles no lugar, que me tiram o ar, que me fazem sonhar.

É nos olhos que começa o auto-conhecimento. É neles que conseguimos captar certas sutilezas que só anos de convivência permitem observar, tanto de si como do outro. Tanto de mim.

E meus olhos as vezes me enganam, falam coisas de mais sem que eu queira ou permita... tá certo que poucas pessoas conseguem decifrá-los... mas há quem consiga e reconheça meu estado de espírito.