segunda-feira, abril 19, 2010

Os olhos, às vezes, deviam se calar



Tenho certa fascinação por olhos e mais ainda por olhares. Mas só dos mais expressivos. Que conseguem prender minha atenção e despertar um impulso quase involuntário de mergulhar dentro deles. A cor e forma não me importam muito, mas sua profundidade e quando consigo me ver espelhado neles, quando olham nos meus, quando me olho neles.

Sei que não sou o primeiro nem o último a dizer que os olhos muito falam e muito mostram. Vou ser mais um a declarar fascinação por olhares profundos e misteriosos, olhares que travam e me seguram pelo tendão de aquiles no lugar, que me tiram o ar, que me fazem sonhar.

É nos olhos que começa o auto-conhecimento. É neles que conseguimos captar certas sutilezas que só anos de convivência permitem observar, tanto de si como do outro. Tanto de mim.

E meus olhos as vezes me enganam, falam coisas de mais sem que eu queira ou permita... tá certo que poucas pessoas conseguem decifrá-los... mas há quem consiga e reconheça meu estado de espírito.

terça-feira, abril 06, 2010

Tom soturno

Dá-me um tom soturno
em tom maior de ar macambúzio
em vagos acordes taciturnos
são cantados ao noturno

Dá-me um tom soturno
Com os azuis escuros, sorumbáticos
matizes raros e carrancudos
são pintados ao noturno

Dá-me um tom soturno...


Feng shui




E chega a hora de refletir e de arrumar a zona que está aqui dentro. Organizar as idéias, ordenar os pensamentos, limpar os sentimentos, jogar fora o que não serve, o que não volta mais.

Organização dolorosa, necessária, libertadora, demorada... Limpeza para arrumar a casa para as próximas visitas. Para os próximos amigos. Para as visitas próximas. Para os amigos próximos.

Organização para poder se reconhecer o que sou eu e o que eu sou dentro de toda essa confusão, entropia.

A casa fica bem melhor assim...

segunda-feira, abril 05, 2010

Ator principal




É um pensamento recorrente. Sou o ator principal da minha história. Sei que parece egoísta e é, mas nem tanto; reconheço que cada um é ator principal de sua própria história.

Cada ação que praticamos hoje muda o rumo da história e não só da nossa mas de todas as outras que cruzam a nossa. Cada grão que tiramos do lugar tem um impacto no todo de cada história que existe relacionada àquele grão.

E que marca deixamos em cada história que cruzou meu caminho é o que mais me pergunto nesses últimos meses. Nessa busca burra de procurar por mim mesmo acabei entrando numa sequência de tropeços em que não consegui até agora parar de tropeçar. Machucando sentimentos, magoando outras tantas, sem se importar com os impactos de cada atitude tomada e cada configuração que minha história ia se tomando, tomando para as pessoas que cruzam com ela.

Que papel tenho nisso tudo? Que personagem ocupo na história de cada um de vocês que por ventura lê esse blog? Que personagem eu quero ser de verdade?

Acho que prefiro ser alguém que não te magoe, que não te machuque, que não precise ouvir que só trago desilusão, sofrimento... talvez preferisse nem existir... mas existi em algum momento, seja para você leitor, seja para você amigo, seja para você.

Vou fazer um esforço sobre-humano para tentar ser melhor a cada dia. Para conseguir mensurar melhor minhas atitudes e o impacto na sua história, para conseguir ser mais eu sem esquecer de você que me lê, que faz parte da minha história, que fez parte da minha história e que talvez um dia fará parte dela também.

Somos todos atores principais de nossas histórias. E hoje, é o dia do renascimento, da reflexão, do entendimento, hoje é a Páscoa.

E essa serviu para que conseguisse analisar isso melhor.
Feliz Páscoa.