quarta-feira, março 10, 2010

Longo caminho

Ela está ali agora. Perdida de si mesmo. Desde a despedida da estação ficou sem saber como fazer para buscar a si. Não tem pistas, não tem a quem perguntar, não tem pra quem reclamar. Então senta e sente todo o peso da eternidade cair sobre seus ombros.

Entre um soluçar e outro ela percebe que não está sozinha como pensou e começa a ouvir passos, mas ainda sem ver ninguém, ouvir vozes sem ver ninguém, sentir o vento das vestes passando apressadas ao seu lado, o cheiro da cidade, o calor do sol... mas sem ver nada... só um grande vazio. Então ela fecha bem os olhos e enxuga as lágrimas. Ainda de olhos fechados ela começa a ver tudo. Via os altos prédios, a calçada imunda em que estava sentada, os postes de luz, as pessoas, a vida toda. Tudo dentro dela mesma... então, respirou fundo e deu o próximo passo.

--

He's got a broken voice and a twisted smile,
Guess he's been that way now for quite awhile,
Got blood on his shoes and mud on his brim,
Did he do it to himself or was it done to him?

Now people say that he don't look well,
But all he needs from what I can tell,
Is someone to help wash away all the pain,
From his purple hands before it gets too late.

I saw him stand alone ... under a broke street light,
So sincere ... singing silent night,
But the trees, they were full ... and the grass was green,
It was the sweetest thing I had ever seen.

He may move slow,
But that don't mean he's going nowhere,
He may be moving slow,
But that don't mean he's going nowhere.