domingo, março 23, 2008

O Senhor

Tempo. Uma matéria viva que não foi feita para ser comprimida em frações de sessenta em sessenta. O tempo não cabe em segundo, em minuto, em horas, em dias... São eras... São momentos.

Tempo que corre, tempo que pára, tempo que acelera, tempo que freia... Porquê não paramos de controlar o tempo em plantio e colheita? Porque regrar essa matéria... O tempo não é linear.

O tempo que preciso não é o tempo que você precisa. O tempo que eu vivo não é o tempo que você vive. O tempo que eu sinto não é o seu tempo. Então, porque padronizar?

Tentativa burra.

Tempo foi feito para ser. E não ter porquê.

Não satisfeitos com o tempo de plantar e colher, dividimos o tempo. Em anos, meses, semanas, dias... Dividimos até o dia. Como se fosse preciso.

Enfim.
Deixa ele em paz... tempo ao tempo.

sábado, março 22, 2008

Horizonte

A aurora seguida de uma tempestade é algo fantástico.

A aurora com Sol. Se olhar para o horizonte, para o mar, você nota que eles parecem se juntar. Parecem ser uma coisa só. Céu e mar.

Imagine-se, agora, querendo buscar esse ponto. Buscar o lugar onde o céu toca o mar e eles passam a ser da mesma matéria, passam a ser a mesma coisa. Existe esse lugar?!

Mesmo sem a segurança da existência você decide buscar esse ponto. Você aposta que essa busca te renderá ótimas histórias. Ótimas aventuras. Dificuldades, perigos, medos, anseios, desejos...

Existe a consciência de que isso é uma busca pelo santo Graal. Uma busca que pode durar a vida inteira. E que você pode, certamente, se ferir no caminho... se machucar sério... morrer.

Mas e todas as coisas boas que podem acontecer?
Deixaria de viver isso?

quinta-feira, março 13, 2008

Tempo, circulares e outras futilidades...

Tempo. Uma unidade de medida. Uma tentiva estúpida de se medir matéria-viva. Se as coisas fossem totalmente matemáticas... Como explicar quando o tempo acelera e deixa de seguir a ordem dividida em sessenta partes... E quando o tempo pára, se torna pesado, se torna eterno... Porque temos que estragar tudo e colocar ele em um padrão que se conta de sessenta em sessenta durante 24h e dividimos tudo?

Dividimos tanto as coisas que procuramos uma simetria perfeita, que já foi comprovado que nunca existiu e nunca existirá na natureza... Passamos a vida em busca de algo perfeito... em busca de algo que não existe!

Não existe como outras tantas coisas... o que existe de fato é que tudo é circular... o começo e o fim... o amor e o ódio... Tudo acaba onde começa o outro... todos os sentimentos são circulares.

Enfim... tudo futilidades...