segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Talvez

Palavra de força. Nos exime de qualquer responsabilidade. É um simples "Talvez" faça, vá, apareça...

Acumula toda a essência que Horácio, o poeta romano, quando disse para que colhamos o dia, aproveitemos o fruto novo pois amanhã ele pode apodrecer.

Carpe Diem. Talvez. Colha o dia.

Talvez tenha força de ser algo descompromissado com um futuro próximo, curto, remoto. Ele te exime de tudo.

Talvez seja redenção, talvez seja sorte, talvez é acaso.

Nos dá segurança. Abre as portas do quarto e te aproxima da individualidade que talvez queira ser respeitada.

Talvez seja tudo montes de besteiras. Talvez não.

Ele nos deixa fugir, beija a boca e sai, surge a noite, some ao dia, vai e nos encontra... mas só talvez.

São curvas, são imprevisíveis, são boêmios, árcades, românticos, pós-modernos-contrutivistas-abstratos-urbanos... Talvez é tudo quando nada é nada. Talvez é nada.

Talvez é como a Rede de Lenine... Controla as ondas cerebrais.

Talvez nos arranque da inércia, talvez nos dê possibilidades. Ultrapassa todos os compromissos.

Talvez dirá tudo de forma mais clara algum dia. Mas, só talvez...