quarta-feira, fevereiro 20, 2008

O Grande Encontro

No firmamento escurecia. E lá surgia ela; linda, branco-prateada, com seus longos cabelos jogados sobre as ondas de uma escuridão encrespada: O Mar.

Eles eram amantes. Sempre que o Sol se punha em seu sono glorioso, se encontravam e se amavam. Quando o olhar dela tocava sua pele, se viam ondulações e arrepios...

Neste dia ela estava ainda mais luminosa. Parecia ter se apropriado de toda a luz que existe, iluminando toda a face de seu amante. E a face se alegrava em ver tamanho esplendor e beleza que sua amada transpirava. Sentia como se toda a luz fosse atraída para aquele ser tão pequeno.

Mas, antes do Sol acordar eles se separavam com um longo beijo... Ondas batiam sem cessar, e o barulho era ensurdecedor.

Certo dia, no meio da noite, o Sol ouviu o barulho do mar. Era um ser ciumento, possessivo, agressivo. O ciúme o cegava e sua presença afastava ainda mais sua amada, a Lua.

Um brilho no céu clareou o fez despertar.

A trancou na penumbra.

Mas o forte amor que nutria pelo mar a fez pedir que ele esperasse o pôr-do-Sol para que eles pudessem eternizar.

E assim foi feito.