domingo, fevereiro 17, 2008

Das lentes

A fotografia... Será que Daguerre tinha noção do quanto isso ia revolucionar! Ele com seu daguerreótipo foram um marco na captura dos momentos.

Meus olhos são como essas lentes. Capturam momentos. Uns bons. Uns ruins.

Ultimamente essa "câmera" só tem me dado felicidades. Um carnaval, algumas pessoas novas, alguns sorrisos intrigantes, um pôr-do-Sol e a premissa de um nascer...

Capturou frações de segundos que me fazem ficar tristes... frações de segundo que ficarão na cabeça por algum tempo... capturou frações.

Tenho fascinação por fotografia. Ela eterniza um momento que sempre que for esquecido ou deixado em segundo plano, pode ser relembrado. Ela eterniza. Isso é surpreendente.

O que seria da fotografia sem a luz. O que seria dos olhos sem a luz. O que seria da "eternização".

Daguerre criou o caminho que foi trilhado por William Henry Fox Talbot. Ele criou o negativo e a possibilidade de reproduzir o momento... a possibilidade de clonar um segundo. Que deu subsídios para que os irmãos Lumiére inventassem o cinematógrafo e para que Thomas Edison inventassem o cinetoscópio, revolucionando a multiplicação da captura dos momentos dando movimento à eles...

E por incrível que pareça: Deu ainda mais força para a fotografia. O movimento deu força para a multiplicação que aumentou a foto que se criaram mais e mais em cima das invenções de Daguerre.


Mas, nada disso seria possível sem a luz... e isso me faz gostar ainda mais disso que da fotografia.