quarta-feira, novembro 28, 2007

Na contra-mão

Um calor enorme... barulho de cidade, fedores de cidade, tumulto, buzinas, sirenes, telefones que tocam, crianças e que choram, mães que zangam... um dia normal; rotina. Mas uma veia cisma em entupir e nos resgatar desse mundo superficial e pensar em quão frágil somos diante de tudo que existe.

Ele era uma pessoa incrível. São contáveis as vezes que o vi triste, duas na verdade, quando seus pais se foram. E o amor que ele nutria por minha tia parecia ser inabalável, coisa de cinema. Sem contar o carinho com que ele tratava de toda a família, meus primos e quem mais tivesse por perto era tocado por sua aura de alegria.

Sempre fazendo piadas, sempre rindo, sempre rindo.

Vou sentir saudades do Bililinho, da dancinha do papai-noel, das noites na varanda, do Fabio Jr. cantado no videokê, das conversas e conselhos, das risadas, do Tivôco grintando pelo Picolico, das brincadeiras, do apoio.

Ele me fez enxergar coisas de maneira diferente. Nunca vou esquecer da conversa que tivemos sobre "Pai" no dia em que meu pai estava no CTI.

E os três mosqueteiros? Sempre juntos desde que me entendo por gente... Doeu ver meu pai, meu padrinho conversando sem ele... e de saber que isso vai ser assim por um tempo me deixou um pouco triste...

Doeu o ver dormindo. E fez bem sentir que apesar de tudo ele parecia em paz. De um jeito que ele mercia estar, sempre em paz.

E que você esteja sempre em paz e com muita luz.

Do seu sobrinho,