domingo, março 18, 2007

Por vezes...

Por vezes a via esconder grande pesar por detrás dos sorrisos.
Por vezes a via deixar escapar lágrimas em profusão de tanta alegria.
O céu enegrecido e furado por infinitas estrelas me contava ao pé do ouvido
que aquelas duas luas cheias eram um caminho para o êxtase. Eu duvido.

Por vezes a via levar as mãos ao topo do cosmos deixando aparecer a silhueta.
Por vezes sentia o suave cheiro do seu suor e hálito em momentos de indescritível prazer.
As nuvens correndo em meio ao caos dos acontecimentos me contava ao pé do ouvido
que aqueles movimentos eram o caminho para o êxtase. E, mais uma vez, eu duvidei.

Me neguei a acreditar que aquilo tudo era a fonte do meu amor.
Me neguei a acreditar que aquilo tudo era tudo que tínhamos...

Quando então, por vezes, descobri que éramos, de fato, muito mais.

Por vezes, então, pude ver seus lábios contorcidos em sorrisos sinceros,
seus olhos marejados por uma felicidade verdadeira,
que seu corpo em um movimento de frenesi era intensamente puro...
e descobri que tudo isso, combinado, não tinha um nome.

Por vezes eu chamei isso de amor...
Agora, sei que o é. E é também muito mais.