segunda-feira, janeiro 29, 2007

Amar no macro-cosmo

Amor... assunto que sempre me rendeu horas de raciocínio e lucubrações.

Já cheguei a duvidar da existência de tal sentimento, achando que era mera criação humana. Já achei que era um clichê, que sentido e carimbado. Sempre igual em sua forma e expressão.

Hoje, encaro o amor de maneira diferente. Acredito plenamente na sua realidade e existência. Tenho tentado aprender com ele. E vejo no amor, diferentes variantes de interpretação.

Hoje penso que amamos no micro-cosmo. Um amor impuro. Não por maldade, mas por pouca evolução.

Desejo um dia conseguir amar no macro-cosmo desse sentimento. Com total plenitude. Com total devotação.

Amamos com um pouco de egoísmo. Amamos do nosso jeito. Quando algo desvia da nossa maneira; do nosso padrão... Dói. Incomoda. Sim... somos imperfeitos. Esse amor, que é o romântico, está ligado e dependente de circunstâncias. Está no micro-cosmo. Não conseguimos amar por vezes em certos comportamentos. Existe uma música que diz que amar é saber deixar alguém te amar. Isso é só o começo, é só uma parte e, o caminho, é longo.

Quero, um dia, poder amar no macro-c0smo.

Amar no macro-cosmo é perdoar tudo, inclusive as falhas humanas. Amar os deslizes, os desvios de personalidade. Coisas que são muitas vezes impossíveis e destrutíveis. Somos todos aprendizes desse amor. Amar no macro-cosmo é divino, não o divino no sentido religioso, mas sim com um sentido mais transcendente. Amar o todo. Amar tudo. Amar de todos os jeitos.

Espero, um dia, conseguir amar no macro-cosmo.


Enfim, uma frase que aumentou esses devaneios foi essa:
"Me ame quando eu menos merecer pois é nesse momento que eu mais precisarei."

Isso, é amar no macro-cosmo.

Espero um dia amar... Amar no macro-cosmo.