quinta-feira, dezembro 21, 2006

Verão 06 / 07

Mais uma fase de calor...
E como é quente! São aqueles dias que o vento do ventilador é quente. Que o ar-condionado não dá vazão, que dá aquela vontade de ficar todo esparramado sentindo o dia passar.
Dias em que o trânsito é lento. Dias em que o almoço pesa. Dias em que é bom à beça ficar em casa, ou na praia, ou na piscina... dias em que deveria ser abolido o trabalho, qualquer que fosse.
E pra acabar com a alegria de quem espera o final de semana para ter seu lugar ao Sol: Chuva.
Mundo cruel.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Um pirulito na boca... e não mão outra mão

Ele era tão pequeno.
Do punho escorria um caldo rosado que manhcava a cabeça do seu pequeno urso azul. Urso esse que ele agarrava com tal força que era impossível ser um ser-vivo.
Andava como se estivesse totalmente despreocupado, como se o mundo se resumisse naquele sabor doce e rosa de um pirulito e naquele abraço de um urso de tecido.
Na outra mão ela ia guiando e desviando das pessoas apressadas correndo para se preocupar com coisas que talvez, sejam menos complicadas que aquele pirulito.
Mas ele nem ligava muito. Conversava com seu urso e lambia seu pirulito debaixo daquele Sol de arrancar o couro.
Ela tinha uma expressão mais complicada. Ou seria uma falta de expressão?
Ela dava a segurança necessária para aquele pequenino ver um mundo com olhos virgens. Ela dava segurança para ele conversar com seu urso e chupar seu pirulito em meio aquele alvoroço todo de uma segunda-feira um tanto conturbada.
No meio daquela baderna, entre buzinas e canos de descarga, ele tinha seu urso, seu pirulito e uma mão que o guiava...
Sei que ver aquela criança com seu urso sujo de calda de pirulito e com aquele doce na boca me
deu um breve momento de paz e nostalgia.
Como se todos os meus problemas fossem acabar se eu também abraçasse meu ursinho de pelúcia e tivesse um pirulito.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Auto-conhecimento

Um dia eu acordei assim. Parecia que não tinha chão, que não tinha teto; um enorme vazio.
Olhei de um lado ao outro procurando explicação, mas fiquei com um enorme medo de sair da cama.
Quando então tomei coragem para sair e ganhar mais um dia, eu percebi que estava faltando mais coisa. Estava totalmente sem expressão. Parecia não existir nem passado e nem futuro... O presente? O que é isso mesmo?
Ao sair de casa, o céu estava estranho com uma cor não normal, sem lua nem sol.
Tive medo de me perder.
Fiz como de costume: Desci a ladeira, parei na banca de jornal para ver as ultimas notícias e vi que os jornais estavam em branco, as revistas sem titulo nem capa e a rua deserta.
Enfim cheguei ao ponto de ônibus e havia algumas pessoas lá. Todas sem rosto, sem face, sem nada. Só pessoas. Não representavam nada. Por debaixo das vestes, largos cortes de navalha.
O ônibus seguiu seu caminho. As pessoas entravam, desciam, mas o final da linha nunca chegava.
Trocaram todos os nomes das ruas.
Nunca mais encontrei minha casa.

terça-feira, julho 25, 2006

Buzinas

Nós seres humanos sempre tentamos mudar a natureza de certas coisas e imputar em tudo o dom de falar. Sejam animais, pedras, eletrodomésticos, plantas... Temos tanta necessidade de falar e nos expressar que seria perfeito se as outras coisas do universo também o fizessem e, de preferência, conosco.

Pela manhã, estava eu no meu trajeto para o trabalho quando um carro deu uma incomoda buzinada. Uma senhora com roupas de quem estava indo para a praia em plena terça-feira de manhã exclama: - Nossa! Que estresse!

E isso ficou martelando na minha cabeça...

Não contente em falar pelos cotovelos, falar com quem está do lado, falar com o volante, xingar, espernear... o coitado do carro também tem que se manifestar? E o pior: Nem personalidade ele pode ter... (Como todo ser humano, tenho o direito de animar seres inanimados) Tem que expressar o descontentamento de um motorista que provavelmente dormiu de calças!

Como se buzinar fosse solução para os problemas de transito de uma grande, ou pequena, cidade.

Nós seres humanos... não nos contentamos com a natureza de nada...
Sempre modificando... modificando...

terça-feira, abril 11, 2006

Como uma vela...

As vezes dá vontade de apagar... sumir nessa escuridão...
Tem umas que brilham muito...
Tem outras que brilham pouco...
Tem umas que ficam acesas um tempão...
Tem outras que apagam de uma hora prá outra...
As vezes dá um treco que apagam um monte de uma vez...
Acendem todos os dias...
Apagam todos os dias...
Só queria apagar de vez... em breve...

sábado, fevereiro 25, 2006

Mas, é carnaval

É impressionante essa época do ano. Todos muito feliz. Todos muito alegres.

E antigamente nem era essa alegria para todos. Era uma festa de carnificina. E foi evoluindo... evoluindo... evoluindo... até parecer que regrediu!

Mas é contagiante. Ver todos alegres, o som das baterias e a animação dos blocos de carnaval... Um acontecimento onde todos os lados se unem numa festa incrível. E, até então, sem violência, afinal, a paz e o amor estão na moda.

E é bonito se ver o povo travestido. E há quem se aproveite da ocasião para afastar alguns fantasmas.

E assim, todos parecem beber da mesma fonte de felicidade e cair na folia.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Um sabor tão doce

Foram exatos vinte dias.
Vinte dias em agonia.
Vinte noites mal-dormidas.
Vinte manhãs de solidão.
Foram exatos vinte dias.
Vinte dias de aprendizado.
Vinte noites de sonho.
Vinte manhãs de saudade.

Nesses exatos vinte dias pude ser testado, ser paciente, ser desesperado...
Nesses exatos vinte dias fui louco, amoroso, saudoso...
Nesses exatos vinte dias provei do gosto amargo da distância...

Feliz foi esse dia em q provei o doce gosto
Depois de exatos vinte dias.
Beijos... abraços... carícias...

Sinto que esse doce gosto trouxe novo rítimo e vontade pra esse músculo sentimental voltar à pulsar...

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Momentos... retalhos...

Somos um ser um tanto quato complexo...
A nossa complexidade vai além do ponto vista biológico.

Quantas vezes estamos por dias bem e, de repente, bate uma tristeza...
Quantas vezes estamos insatisfeitos com o clima e quando ele muda, não nos contetamos...
Quantas vezes estamos sendo nós mesmos...

Como disse Luís Fernando Veríssimo, se não me engano: "O homem é o único animal que faz o que gosta e escondido e o que não gosta em público."

Até que ponto gostamos de ser nós mesmos... e até que ponto somos aceitos...

Somos compostos por momentos... nossa vida não é contínua; lienar...

Isso é realmente estranho... somos complexos.

sábado, fevereiro 04, 2006

Nos tempos de escola

Me lembro perfeitamente da emoção. Ela vinha com várias bolsas cheias de coisas. O cheiro era incrível. Talvez por isso minha tara por livrarias. Tinha os livros, estojos, lápis, borracha, cadernos, coisas legais.. Material escolar...

Acabei revivendo essa sensação através do meu sobrinho. Ele entrará no enorme mundo da educação escolar nessa próxima segunda-feira.

Ver minha mãe trazendo o material escolar dele. Ver minha irmã etiquetando e encapando os cadernos, agenda, acessórios...

Me lembro que assim que chegava o material a vontade de que as aulas começassem era multiplicada ela quandtidade de material que chegava.

Eu fui beneficiado por ter tido a condição de ter o material inteiro novinho por várias vezes. E me lembro que adorava ver aquela quantidade de coias que eu utilizaria ao longo do ano.

E hoje consigo perceber a dificuldade de ser possuir esses bens. A dificuldade que minha mãe tinha para comprá-los e as broncas por desleixo, quando eles passavam a não ser mais novidade.

Mas essa era uma época muito legal... sei que não me lembro com riqueza de detalhes de muitas coisas dos meus 3 anos. Mas me lembro de coisas legais... Lancheira, merenda, toalhinhas pra colocar a comida... Caneca, material de pintura, livros, trabalhinhos, dia das mães, dia dos pais... coreografias, olimpíadas,... ai-ai!

Tomara que o Joãozinho possa aproveitar mais que eu e que ele escute mais minha mãe e a minha irmã...

fase inesquecível...

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Extinção, utopia e coisa-e-tal...

Os cientistas ganham muito espaço na mídia e assustam muita gente quando falam que os recursos podem acabar e etc. Mas o mundo já acabou pra tantas coisas desde o começo... Por eras o mundo acabou e se reconstruiu. Estima-se que o mundo tem cerca de 4 bilhões de anos e nesse tempo antológico muitos seres foram destronados e retirados da sua posição de "topo da cadeia alimentar". Se acontecesse conosco seria uma conscequencia natural. Afinal, nos comportamos como um vírus. Sugamos nosso hospedeiro e quando ele enfraquece, morremos junto com ele... Mas nosso Planeta resitirá a nós.

E por falar em vírus, é tão impressionante nosso comportamento. Somos tão egoístas ao ponto de achar que o mundo vai acabar. Quem acabará será a humanidade. E talvez seja a seleção natural, a ordem lógica, o poder divino... Sei lá! E essa humanidade é tão estranha. Fica discutindo por eras a economia mundial, o estreitamento das comunicações e a planificação do mundo, quanto custaria uma missão tripulada à Marte e outras coisas.

Ontem, enquanto me preparava para a casa de minha namorada Poliana ficava pensando quanto dinheiro o mundo todo, somando todas as moedas, teria... E se ele fosse juntado e dividido proporcionalmente entre todos os habitantes... Será que alguém ainda passaria fome? Será que alguém dormiria sem um teto? Será que seríamos mais felizes?

Então, comecei a achar que o grande problema é o dinheiro. Temos que tê-lo. Há pessoas que arranjam meios discutíveis para conseguir isso. Será que se as relações comerciais ainda fossem pela troca seria melhor?

As vezes sinto vontade de sumir no mundo e viver só plantando o que fosse consumir. Viver só eu um pedacinho de chão e meu amor... Longe da sagacidade e estupidez humana...

Só não acho que, ainda assim, estaria salvo da extinção do vírus "ser-humano".

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

A casa da vovó Nieta

Antonieta do Nascimento Camara. Essa era a minha avó. Como eu adorava ir passar os domingos no velho apartamento do bairro Marechal Hermes, zona oeste do Rio.

Primeiro, quando era bem pequeno, saíamos do Jd. Guanabara para a casa dela... Era uma viagem longa p´ra uma criança. Mas quando chegava aqui era uma maravilha! Reencontro de família, casa cheia, todas as mães fofocando e trocando brincadeiras, dicas, dando conselhos, assuntos pessoais, todos os primos fazendo brincadeiras de rua, tais como "mamãe posso ir", "pique-bandeira", "pique-pega" entre outros, e, quando noite se aproximava, o famoso "pique-esconde"!

Em dia de São Cosme e Damião era uma festa! Todas as crianças saíam pra conseguir doces. Impressionante! Mas acho que criança tem um compartimento secreto dentro do corpo, pra estocar doce. Até hoje não entendo como conseguia comer tantos.

Tinha também a senhora de outra portaria que vendia sacolé e que tinha que repetir todos os sabores cada vez que um dos netos da Nieta ia lá pra comprar.

Depois mudamos pro interior e essas visitas foram mais escassas. Mas, igualmente inesquecíveis. Como na vez em que a sala da casa ficava cheia e todos os adultos e crianças brincavam de "Detetive". E os medos de subir as escadas e ir pro terceiro andar. Ou mesmo de brincar simplesmente de pular da saliência da escada pro chão e subir a escada, da portaria, correndo.

Infelizmente, nossa tão querida matriarca se foi num acidente com um automóvel, deixando uma imensa saudade. E com a morte dela a família se fragmentou. Cada um foi pra seu lado e as algres tardes de domingo se acabaram.

O destino me trouxe devolta ao antigo lugar de tantas alegrias. Só que agora, o apartamento é diferente. E tenho a estranha sensação do lugar ser bem menor.

Não nego que antes eu gostava muito daqui. E hoje em dia, se puder, passo o dia inteiro fora. A casa perdeu o brilho.

Agora, minha tia, que é a atula moradora do apartamento, vai se mudar, e entregar o apartamento para o seu dono.

Tantos anos de historias vividas nesse lugar por tantas gerações será fechado para nossa família. Só vão ficar as boas e velhas lembranças das tardes de domingo na casa da vovó Nieta.

P.S.: Vó, onde quer que você vá, nunca sairá dos nossos corações.

Muito riso é sinal de pouco ciso (?)

Passei minha curta vida escutando essa frase memorável da boca sábia de minha mãe. Mas eu, como todo adulto jovem / adolescente, tenho necessidade de perguntar, entender e criticar: Será mesmo?

Não consigo entender porque as pessoas devem ter certo comportamento para ser encarado como "pessoa adulta". Simplesmente não consigo entender.

Sou uma pessoa brincalhona, talvez um pouco desorganizado, e gosto de me vestir de maneira mais confortável possível. E por conta disso, muitos me chamam de "sem juízo", meninão, criança grande, entre outros.

Ainda não entendo o que é preciso fazer para ser respeitado desse jeito. Talvez isso dure um bocado de tempo.

Será que para ser adulto, preciso simplesmente falar menos, rir menos, me vestir mais, me divertir menos, e me entristecer mais...

Queria ser respeitado como tal pelo que consigo produzir. Pela minha responsabilidade com minhas coisas. Não pelo meu jeito de ser. Pela minha maneira de me comunicar ou de me divertir.

Incrivelmente eu sempre fui bem recebido nos lugares em que trabalhei. Sempre trabelhei com competência e tentando ser o mais próximo da perfeição e eficiência. Mas ainda assim algumas pessoas, do trabalho ou não, me diziam: - Mas você é só um jovem, só um adolescente, só um meninão...

Realmente incrível...

E, mais uma vez minha mãe me disse, numa das nossas conversas telefônicas (devido à distância) que " O silêncio é de ouro."

Talvez por isso eu tenha me calado mais e me disposto a escrever o que não entendo, ao invés de tentar ser entendido falando com essas pessoas que me julgam por eu ter essa aparência. Mas, enfim, não somos perfeitos.

Que eu passe dessa fase logo.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Um bom começo

Hoje tive uma conversa muito interessante com minha principal companhia: Poliana.

Para quem não me conhece, Poliana é a minha namorada. futura esposa; atual detentora do meu coração por período perpétuo.

Fora as apresentações. Estávamos conversando sobre crescimento. Descobri o quanto é difícil se impor. Ser aceito. Só queria ser grande sem que fosse um processo tão dolorido.

Passei o percurso de retorno de sua casa pensando nisso... E, então, percebi que tinha necessidade de escrever. Até tenho um flog mas começo a pensar que não é o melhor canal para expressar sentimentos... e doenças crônicas...

Decidi então criar esse blog. E o nome seria esse mesmo que eu pus... A convivência com minha namorada me dá esse impulso de criar esses trocadilhos infâmes. Mas sei que ainda não sou tão bom quanto ela.

E a explicação seria uma forma muito óbivia e estragaria a surpresa da descoberta do porquê "doenças e crônicas". Aos poucos, querido leitor, com o tempo, você entenderá o motivo desse trocadilho.

Vez por outra, publicarei aqui, algumas das minhas mazelas, coisas que não compreendo ou que vivi. Coisas cotidianas... crônicas.

E a próxima mensagem será, concerteza, sobre esse dilema do crescimento. Acredito que muitos passam ou passaram por certa crise para pular da adolescencia para a fase adulta... Só espero que passe logo.

Garande abraço, e se você leu até aqui, espero que volte para ler novamente, de vez em quando.